Mostrando postagens com marcador Futebol Nordestino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol Nordestino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Azulão do Nordeste chega ao seu centenário! Os 100 anos do CSA de Alagoas.

Escudo do Centro Sportivo Alagoano.

Nesse último sábado, 7 de setembro, vários times brasileiros comemoraram aniversário, já que muitos dos nossos clubes foram fundados no dia da nossa Independência. Dentre os aniversariantes, no entanto, destacamos o Centro Sportivo Alagoano, o famoso e tradicional CSA de Alagoas, que acabou de completou 100 anos.

Fundação
De origem humilde, o clube foi fundado por um grupo de comerciantes, que liderados pelo desportista Jonas Oliveira, reuniram-se na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, na capital alagoana, para criar uma agremiação esportiva, no dia 7 de setembro de 1913. Entre os fundadores, estavam também outros desportistas como Osório Gatto, Aristides Ataíde de Oliveira, Francisco Rocha Filho, Vicente Grossi, João Tavares da Costa, José Fontan e Pedro Rocha. Em um primeiro momento, o clube foi batizado de Centro Sportivo 7 de Setembro, em alusão clara a data de sua criação.


Jonas Oliveira, comerciante e desportista, principal 
fundador do CSA.

No entanto, dois anos depois da sua fundação, portanto, em 1915, o time azulino passou a se chamar Centro Sportivo Floriano Peixoto. A mudança, aprovada em assembléia geral pelos torcedores, surgiu do desejo de homenagear José Floriano Peixoto, um dos maiores atletas alagoanos, que na época destacava-se a nível nacional. Aproximadamente três anos depois dessa última modificação, em uma nova assembléia, o clube sofreu uma nova alteração no seu nome, assumindo definitivamente, no dia 3 de abril de 1918, a alcunha de Centro Sportivo Alagoano, da qual deriva a sigla CSA.

Escudos antigos do Centro Sportivo Alagoano.


Mais modelos de escudos do CSA.

Os anos iniciais: as primeiras sedes, jogos e treinos
A primeira sede oficial do clube foi construída justamente no local de sua fundação, ou seja, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio. O lugar abrigava uma verdadeira academia de atletas, pois era frequentado não apenas pelos jogadores de futebol, mas também por praticantes de boxe, luta grego-romana, esgrima, levantamento de peso, lançamento de dardo e disco. Somente a partir de 1917, os esportes náuticos passaram a ser praticados pelos associados do clube, que durante muitos anos utilizaram a lagoa Mundaú para realizar passeios e competições náuticas.

Formação do time do CSA em 1923. Em pé: Bráulio, Alírio, Murilo,
Odulfo, Nelciono; Ajoelhados: Campelo, Mimi e Geraldo; Sentados:
 Hilário, Mendes e Osvaldo (Foto: site Museu dos Esportes).

Ainda nos primeiros anos, pouco depois da sua fundação, a sede do clube foi transferida para uma das dependências do Palácio Velho, antigo Palácio do Governo, em Maceió. Em 1915, após uma nova mudança, a sede passou a funcionar em um prédio pertencente ao Tiro de Guerra, localizado na Praça da Independência, antiga Praça da Cadeia, no centro da cidade. Esse novo espaço ficou marcado na história do clube, já que foi o primeiro a receber os treinos e os jogos do time de futebol azulino. Na primeira partida realizada nesse novo espaço, o até então Centro Sportivo Floriano Peixoto venceu por 3 x 0 uma equipe formada por alagoanos que estudavam no Recife.

Equipe do CSA em 1929 (Foto: Revista da Cidade).

Esporte de Recife 4 x 2 CSA - Partida amistosa, disputada no Mutange em 1941.
 No lance, o goleiro azulino Palito faz uma defesa corajosa nos pés do atacante
rubro-negro Pirombá. De bem perto, seu companheiro de defesa (Nhô)
 observa o lance (Fonte: site Museu dos Esportes).

CSA, 1959 - time que participou da primeira edição da Taça Brasil, 
primeira competição nacional oficial entre clubes brasileiros.

O Estádio Gustavo Paiva, o Estádio do Mutange: patrimônio histórico do clube e do futebol alagoano
Somente em 1922, especificamente no dia 15 de novembro, o CSA inaugurou o Estádio Gustavo Paiva, no bairro do Bebedouro, carinhosamente chamado pelos torcedores azulinos de Estádio do Mutange, justamente em alusão ao bairro que abrigava a nova casa do Azulão. Na inauguração, o time da capital alagoana venceu o Centro Sportivo do Peréz, na época uma boa equipe pernambucana, pelo placar de 3 x 0. Coube ao atacante Odulfo a honra de marcar o primeiro gol do Mutange, até então o maior estádio de futebol da cidade e do estado.

Inauguração do Estádio do Mutange, em 1922. Em jogo festivo, CSA venceu
 o Centro Sportivo Peréz por 3 x 0 (Fonte: site Museu dos Esportes).

Time do CSA em 1922, ano de inauguração do Estádio 
do Mutange (Foto: Museu dos Esportes).

Por mais de 40 anos, o estádio marcou seu nome na história do futebol alagoano. Até a inauguração do Estádio Rei Pelé (Trapichão), o Mutange recebeu os maiores acontecimentos esportivos da cidade e do estado, transformando-se no palco onde foram disputados os grandes jogos, as grandes decisões. Ao longo de mais de 90 anos de existência, o estádio foi pioneiro nos mais diversos aspectos relacionados a vida esportiva e social da capital alagoana.
Em 1934, por exemplo, realizou o primeiro jogo de futebol noturno do Nordeste. Na ocasião, o Azulão enfrentou uma equipe que pertencia a Força e Luz, que instalou cem refletores de 34 mil velas no estádio. O Mutange recebeu ainda a primeira partida de futebol internacional do estado de Alagoas. Foi em 1951, no dia 23 de dezembro, quando o CSA empatou por 1 x 1 com o tradicional Vélez Sarsfield da Argentina, em uma partida amistosa.

Carijó, goleiro do CSA, parando o ataque do Vélez, em jogo amistoso
disputado no Mutange em 1951. (Foto: Museu dos Esportes).

Goleiro para um labo, bola para o outro - Lance do pênalti convertido por
Milton Mongôlo, que empatou a partida amistosa contra os argentinos
 do Vélez (Fonte: site Museu dos Esportes).

Estádio do Mutange, Campeonato Alagoano de 1923 - CRB 3 x 1 CSA.
No lance, o zagueiro Massa tenta cortar a bola defendida pelo goleiro
 Palito. Ao fundo, Raul do CSA e Duda do CRB acompanham
 a jogada (Fonte: site Museu dos Esportes).

Certamente, os torcedores alagoanos, mas especialmente os azulinos, guardam na memória uma série de lembranças do Mutange, que remetem não apenas as glórias, vitórias, alegrias e títulos, mas também trazem a tona decepções, derrotas, tristezas e perdas de troféus. Verdadeiro patrimônio do clube azulino, o estádio ainda pertence ao CSA, que já há alguns anos começou a reformar o Mutange com o objetivo de transformá-lo em CT (Centro de Treinamento) e sede social.

O Clássico das Multidões: a rivalidade com o CRB
No campo da rivalidade, o CSA tem o também tradicional CRB como seu principal adversário, seu maior rival. Juntos, as duas equipes fazem o chamado Clássico das Multidões, o jogo mais tradicional, o que desperta mais paixão, aquele que envolve a maior rivalidade da capital e do estado alagoano. O clássico tem quase 100 anos! O primeiro confronto entre as equipes aconteceu em 1916, quando em uma partida amistosa o CSA venceu o também centenário CRB (Clube de Regatas Brasil), fundado em 1912, por 1 x 0, jogando em casa. Já na primeira partida oficial, disputada em 1927, quem saiu vitorioso foram os regatianos que, jogando em seus domínios, venceram os rivais por 2 x 0 e conquistaram o primeiro Campeonato Alagoano de futebol.

CSA 3 x 2 CRB, em 1952. No lance, defesa do goleiro azulino Dudu. A 
sua frente aparecem os atacantes regatianos Eduardo e Zeca, ao fundo
 o zagueiro Bem do Azulão (Fonte: site Museu dos Esportes).

Estádio da Pajuçara, Campeonato Alagoano de 1952 - CSA 3 x 2 CRB. Mais
 uma defesa do goleiro azulino Dudu, que desviou a bola para escanteio depois
 de um forte chute de fora da área (Fonte: site Museu dos Esportes).

CSA 3 x 2 CRB - Campeonato Alagoano de 1963. Gol de Clóvis para
 os azulinos. No lance, ele aparece chutando entre os zagueiros
 regatianos Lourival e Márcio.

Decisão do Campeonato Alagoano de 1963 - CSA 4 x 2 CRB. O 
lance é do gol de Pinga, que confirmou o título para
 os azulinos (Fonte: site Museu dos Esportes).

Ao longo dos anos, vários episódios foram alimentando ainda mais a rivalidade entre as duas maiores e tradicionais equipes alagoanas. O primeiro grande entrevero entre os clubes aconteceu em meados dos anos 1930, quando o CSA convidou o CRB para disputar uma partida amistosa. Os regatianos aceitaram, mas impuseram uma condição: chamar jogadores de outros clubes para montar seu time. Os azulinos não aceitaram as exigências, o que intensificou ainda mais a rivalidade entre as equipes.
Com o passar do tempo, os desentendimentos entre os rivais foram aumentado dentro e fora de campo. A troca de farpas e as provocações entre as diretorias podia ser acompanhado nos jornais da época. O auge de todas essas "batalhas" ocorreu quando Ismail Acioli (presidente do CRB) considerou como uma ofensa pessoal uma das declarações publicadas por Osório Gatto (presidente do CSA). Os mandatários resolveram marcar um encontro em pleno centro da cidade da capital alagoana para resolver suas desavenças. Armado com um revólver, o presidente do CSA  desferiu um tiro que atingiu uma das pernas do mandatário regatiano.

No Estádio da Pajuçara, CRB x CSA pelo Campeonato Alagoano de 1965.
 Na foto, disputa entre o zagueiro regatiano Ademir e o ponteiro azulino
 Canhoteiro (Fonte: site Museu dos Esportes).

Campeonato Alagoano de 1965 - CSA 3 x 1 CRB. Gol de Arcanjo, que 
aparece chutando a bola. Evandro, jogador regatiano, ainda tentou evitar
 o gol do artilheiro azulino (Fonte: site Museu dos Esportes).

Decisão do Campeonato Alagoano de 1979 - CRB 2 x 0 CSA. Lance do gol
 que confirmou o primeiro e único tetracampeonato para os regatianos. O 
ponteiro Silva aparece chutando para as redes azulinas
 (Fonte: site Museu dos Esportes).

Decisão do Campeonato Alagoano de 1980 - CSA 1 x 1 CRB. Foto do
artilheiro azulino Zé Roberto empatando o jogo e correndo em direção a
torcida para comemorar. O gol de empate garantiu o título
 para o CSA (Fonte: site Museu dos Esportes).

A partir desse instante, iniciou-se uma verdadeira guerra entre os dirigentes dos dois clubes, com ameaças de ambos os lados. A diretoria do CRB chegou, inclusive, a ameaçar os dirigentes azulinos de morte, caso o presidente regatiano viesse a falecer, o que não aconteceu. Somente depois de alguns anos, os diretores e dirigentes de ambos os times fizeram as pazes, mas o episódio já havia deixado sua marca, contribuindo para aumentar ainda mais a rivalidade entre os torcedores e as equipes. Toda essa rivalidade, não podemos deixar de lembrar, também tem relação direta com os bairros em que se localizam os clubes rivais. O CSA representa a lagoa, localizada no Mutange, enquanto o CRB simboliza a praia, sua sede se localiza no bairro litorâneo da Pajuçara.

Um presente difícil, um passado glorioso: os títulos, os craques e os ídolos
Em relação aos títulos conquistados, o CSA se destaca com 37 títulos estaduais, o que faz da equipe azulina o maior campeão do futebol alagoano. Dentre todas essas conquistas, que representam um recorde no estado, merece menção honrosa os três tetras campeonatos vencidos entre os anos de 1955-1958, 1965-1968 e 1996-1999. A nível local, o CSA ganhou ainda uma série de torneios, troféus e copas ao longo dos seus cem anos de vida.

CSA campeão alagoano de 1955. A conquista abriu a série de títulos
consecutivos, que deu o inédito primeiro tetracampeonato ao Azulão.
Em pé: Oscarzinho, Tadeu, Jedir, Epaminondas, NivaldoYang Tay e
Orizon. Agachados: Perereca, Italo, Davino, Bemvindo
 e Zeca (Fonte: site Museu dos Esportes).


CSA campeão alagoano de 1958. O título garantiu o primeiro
tetra do estadual alagoano.

Ataque do CSA que conquistou o tetra em 1958 - Perereca, Italo,
Clóvis, Davino e Tonho Lima. (Fonte: site Museu dos Esportes).

Atacantes do CSA que conquistaram o Campeonato Alagoano de 1965 - 
Deda, Ratinho, Arcanjo, Tonho Lima, Eric e Canhoteiro. O título foi o 
primeiro da série que terminou com o segundo tetra do 
alagoano (Fonte: site Museu dos Esportes).

CSA campeão alagoano de 1968. Essa equipe garantiu o segundo 
tetra do estadual do alagoano.

Primeiro jogo da decisão do Campeonato Alagoano de 1966 - 
CSA 4 x 2 Penedense. O lance é do gol de Xavier, atacante do 
Penedense, que encobriu o goleiro Batista do Azulão
 (Fonte: Museu dos Esportes).

CSA campeão alagoano de 1999. O título garantiu o terceiro tetra para o 
Azulão, que nesse mesmo ano conquistou o inédito vice-campeonato da
 Conmebol. Em pé: Veloso, Jivago, Fabinho Goiano, André, Mazinho,
 Otávio. Agachados: Everaldo, Da Silva, Ramón, Pastor
 e Naílson (Fonte: Revista Placar).

Fora das fronteiras de Alagoas, o time azulino nunca conquistou nenhum título, mas sua torcida orgulha-se de ter conquistado três vices campeonatos da Taça de Prata (atual Série B do Brasileirão) em 1980, 1982 e 1983, bem como o vice campeonato da Copa Conmebol (1999), um feito único, que até hoje ainda não foi sequer igualado por nenhuma outra equipe do Nordeste. Nesse sentido, o Azulão não deixou de ser pioneiro, já que foi o primeiro clube alagoano a participara de uma competição internacional, sendo também o primeiro time do Nordeste a disputar uma decisão de campeonato sul-americano.

CSA vice-campeão da Taça de Prata de 1980. Em outros anos, nas 
décadas de 1970 e 1980, o time azulino chegou a disputar
 a 1° divisão do Brasileirão.

Time do CSA, pela segunda vez vice-campeão da 
Taça de Prata de 1982.

Em 1983, mais um vice-campeonato da Taça de Prata, conquistado
 pela equipe da fotografia.

Jornal argentino, destacando a final da Copa Conmebol entre 
CSA e Talleres da Argentina.

Ao longo da gloriosa história do CSA, vários craques já vestiram a camisa do popular time azulino, que ficou conhecido como clube das multidões. Jogadores do quilate de Dida (ídolo do Flamengo e da seleção na década de 1950), Nereu, Jacozinho, Zé Preta, Misso, Paranhos, Peu e o meia luso-brasileiro Deco, que brilhou no Barcelona e na seleção portuguesa, já tiveram a honra de jogar pelo Azulão do Mutange. Fora de campo, o clube chegou a ser administrado pelo ex-presidente Fernando Collor de Melo, que presidiu o CSA, ainda bastante jovem, durante a década de 1970.

CSA de 1997 - Na foto, agachados, Deco (segundo da direita pra
esquerda) e Adriano Gabiru (segundo da esquerda pra direita).

Antes de chegar a presidência República, Fernando Collor se
 tornou presidente do CSA. Com 24 anos, transformou-se no
 mais jovem dirigente de Alagoas.

O atual técnico da seleção brasileira, Luiz Filipe Scollari (Felipão), também chegou a defender as cores azulinas, onde não apenas sagrou-se campeão alagoano, mas também iniciou sua vitoriosa carreira de treinador na década de 1980. Até mesmo o eterno Garrincha, ídolo do futebol brasileiro e mundial, já chegou a vestir a camisa do CSA, em um amistoso contra o ASA de Arapiraca, um jogo festivo disputado em 1973, quando o gênio das pernas tortas estava nos momentos finais da sua carreira.

CSA de 1981, que conquistou o título de campeão alagoano. No time,
em pé, terceiro da esquerda para direita, o zagueiro Luís Filipe, que
mais tarde se tornaria o famoso técnico Felipão. Agachado,
terceiro da esquerda pra direita, Jacozinho, um dos
grandes ídolos do Azulão do Mutange.

Entre os agachados, Garrincha é o segundo da esquerda pra direita.
A foto foi tirada pouco antes de um amistoso contra o
 ASA, no Rei Pelé, em 1973.

Atualmente, o tradicional azulino do Mutange passa por momentos difíceis, tendo que enfrentar uma das maiores crises da sua história centenária. Nos últimos anos, em virtude de graves problemas financeiros, resultado de sucessivas más gestões, o clube amargou dois rebaixamentos para Série B do Campeonato Alagoano, fato que entristeceu, envergonhou e revoltou sua apaixonada torcida. No ano do centenário, as coisas não andam muito boas para o CSA, que perdeu o título estadual para seu maior rival, além de ter sido desclassificado já na fase de grupos da Série D do Brasileirão. As glórias do passado parecem cada vez mais distantes, mas sua torcida continua apaixonada, esperançosa de que dias melhores ainda virão pela frente.

As memórias do CSA: os bons tempos registrados em jornais da época.

Azulão: mascote do CSA. Inspirado em um pássaro 
popularmente conhecido como Azulão.


Hino do CSA - A letra é do poeta Cipriano Juca, já a música
é do músico Reunivestein Donizetti.

sábado, 31 de agosto de 2013

Agora é pra valer... Botafogo-PB e Central pelas oitavas da Série D. Conheça à história desse confronto!


Depois de terminar na primeira colocação no grupo A4, o Botafogo-PB iniciará a fase decisiva do Brasileirão da Série D enfrentando o Central (Caruaru-PE), que conseguiu classificar-se com um segundo lugar na sua chave. Os clubes nordestinos medirão forças em dois confrontos decisivos pelas oitavas de finais da competição, que chegou, finalmente, a fase de mata-mata. A partir de agora, apenas 4 jogos separam os times que continuam na disputa pelo acesso, pois todos os que chegarem as semifinais se classificarão automaticamente à Série C.
O primeiro confronto será no Lacerdão (01 Set., 16h), já a partida decisiva, o jogo da volta, ocorrerá no Almeidão, no próximo final de semana (08 Set., 16h). Essa será a primeira vez que os dois times se enfrentarão em jogos de mata-mata, apesar de não ser o primeiro confronto entre as equipes, que já se enfrentaram antes em algumas edições anteriores do Campeonato Brasileiro. A história desse confronto mostra equilíbrio: em 4 jogos, duas vitórias para cada uma das duas equipes, com 8 marcados pelo time paraibano e 7 pelo clube pernambucano.
A última partida entre as equipes aconteceu em 2000, pela fase grupos do Módulo Verde da Copa João Havelange (Série C do Brasileirão). O jogo terminou com a vitória do Central, que em casa ganhou do Botafogo-PB por 2 x 1. Nenhum dos dois times nunca venceu jogando na casa do adversário, portanto, fora dos seus domínios. Esse será um desafio a mais para o time paraibano, que terá de lutar também contra esse tabu para continuar avançando no campeonato em busca do acesso à Série C.

Lista de jogos:

Campeonato Brasileiro - Série A
Central 2 x 1 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1979)

Campeonato Brasileiro - Série B (Taça de Prata)
Botafogo-PB 2 x 1 Central (Fase de Grupos - 1981)

Campeonato Brasileiro - Série C (Copa João Havelange - Módulo Verde)
Botafogo-PB 3 x 1 Central (Fase de Grupos - 2000)
Central 3 x 2 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 2000)

domingo, 14 de julho de 2013

Com um histórico de poucos confrontos, Treze e Luverdense se enfrentam pela Série C do Brasileirão.


Depois de vencer o Baraúnas na última rodada da Série C do Brasileirão, o próximo desafio do Treze será contra o Luverdense. A partida será realizado no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. As duas equipes venceram seus jogos na última rodada, por isso vêm embaladas para esse confronto.
Com 7 pontos em 4 jogos, a equipe mato-grossense ocupa a quarta colocação do grupo. Se vencer a partida chegará aos 10 pontos, mesma pontuação do líder Fortaleza. O time paraibano, por sua vez, somou 4 pontos, mas tem uma partida a menos em relação ao seu adversário. O Galo da Borborema ocupa a sétima posição na tabela. Se conquistar os 3 pontos fora de casa, encosta na zona de classificação, formada pelos quatro primeiros colocados do grupo.
Essa será a terceira partida entre as duas equipes, que se enfrentaram pela primeira vez apenas no ano passado, em dois jogos, também pela fase de grupos da Série C do Brasileirão. Diferente do Treze, criado em 1925, o Luverdense é um clube bastante jovem. O time mato-grossense foi fundado em 2004, tem aproximadamente 13 anos. Isso explica o baixo número de confronto entre as duas equipes.
O retrospecto dos jogos realizados mostra que, dos dois confrontos realizados, cada uma das equipes venceu uma partida. O Treze marcou 3 gols, já o Luverdense balançou as redes adversárias 3 vezes. Portanto, o confronto de logo mais será uma espécie de tira-teima. A promessa é de que seja bastante disputado. Não será um jogo fácil, mas o Treze tem condições de vencer, como fez ano passado, quando bateu a equipe mato-grossense por 2 x 0, mesmo jogando fora de casa.


Gols de Luverdense 0 x 2 Treze - Fase de Grupos da Série C
do Brasileirão 2012.


Gols de Treze 1 x 2 Luverdense - Fase de Grupos da Série C
do Brasileirão 2012.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Treze e Baraúnas, conheça a história desse confronto, que terá mais um capítulo pela Série C do Brasileirão.

Baraúnas 0 x 1 Treze - Gols e melhores momentos da partida, válida pela
 fase de grupos da Série C do Brasileirão 2004.

Com o fim da Copa das Confederações, o Treze volta a campo para disputar a 1° fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Nessa próxima quarta-feira (10, 20:30h), o Galo da Borborema enfrentará o Baraúnas, no estádio Marizão, em Caicó, pela 3° rodada da competição nacional. O time paraibano somou apenas 1 ponto em dois jogos, por isso ocupa a nona posição, a antepenúltima da tabela, que lhe coloca na zona de rebaixamento. Já a equipe potiguar ocupa a sexta colocação com 4 pontos, mas com três jogos, um a mais que o seu adversário.
A partida é muito importante para ambas as equipes. Para o Treze, a vitória permite se aproximar da zona de classificação, já para o Baraúnas possibilita ocupar um lugar entre os classificados para a próxima fase. O confronto marca, também, o encontro entre os atuais vice-campeão paraibano e o terceiro colocado do campeonato potiguar. Considerando o desempenho dos clubes em seus respectivos estados, bem como a nível nacional, não restam dúvidas que a equipe paraibana é bem mais tradicional que a potiguar. O Galo tem 15 títulos estaduais (terceiro maior campeão paraibano) contra apenas 1 do Baraúnas. Tem ainda mais participações e resultados expressivos nas competições nacionais.
Historicamente, nos confrontos diretos, o Treze leva uma ligeira vantagem sobre o time potiguar. Em 7 jogos, todos válidos por competições nacionais (Brasileirão Série B e C), a equipe paraibana venceu 3, empatou 3 e perdeu apenas 1 partida, tendo marcado ainda 13 gols e sofrido 10 do seu adversário. O último confronto entre as duas equipes foi em 2005, também pela Série C do Brasileirão, durante a fase de grupos dessa competição. A partida foi disputada no estádio Amigão, em Campina Grande, e terminou empatada por três a três. Fora dos seus domínios, o Treze tem um bom retrospecto contra o Baraúnas. Em quatro jogos, venceu 2, empatou 1 e perdeu 1 partida.
A última vitória do Galo sobre o time potiguar aconteceu em 2005, pela fase de grupos da Série C do Brasileirão, quando venceu por 3 x 1, mesmo jogando fora de casa. A única derrota ocorreu há mais de 30 anos: perdeu por 3 x 2, em 1980, disputando a fase de grupos da Série B do Brasileirão. A equipe paraibana entrará em campo para defender todo esse bom retrospecto, já o time potiguar buscará quebrar essa incomoda sequência sem vitórias, que dura mais de 30 anos. Além disso, os três pontos é fundamental para as equipes na competição. Em meio a todos esses ingredientes, a expectativa é de um bom jogo.

Treze 3 x 3 Baraúnas - Gols e melhores momentos. Último confronto entre as
equipes, que disputaram a fase de grupos da Série C do Brasileirão em 2005.

Resumo: competições oficiais

Baraúnas
X
Treze
7
Partidas jogadas
7
1
Vitórias
3
3
Empates
3
3
Derrotas
1
10
Gols a favor
13
13
Gols sofridos
10

Lista de jogos:

Campeonato Brasileiro - Série B
Baraúnas 3 x 2 Treze (Taça de Prata, Fase de Grupos - 1980)
Treze 1 x 1 Baraúnas (Fase de Grupos - 1989)
Baraúnas 0 x 0 Treze (Fase de Grupos - 1989)

Campeonato Brasileiro - Série C
Baraúnas 0 x 1 Treze (Fase de Grupos - 2004)
Treze 3 x 2 Baraúnas (Fase de Grupos - 2004)
Baraúnas 1 x 3 Treze (Fase de Grupos - 2005)
Treze 3 x 3 Baraúnas (Fase de Grupos - 2005)

domingo, 7 de julho de 2013

CSA e Botafogo-PB buscam a primeira vitória pela Série D do Brasileirão. Confira a história desse confronto, marcado por um incrível equilíbrio.

CSA 0 x 1 Botafogo-PB - Gols e melhores momentos. Jogo válido pela fase
 de grupos da Copa do Nordeste de 1994.

Depois de algumas semanas, o Botafogo-PB, finalmente, volta a campo pela Série D do Campeonato Brasileiro, paralisado em virtude da Copa das Confederações. Logo mais, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, enfrentará o CSA pela 3° rodada da competição nacional. Com dois pontos ganhos, o Belo ocupa a terceira colocação do grupo, atrás do líder Sergipe (4 pontos) e do Vitória da Conquista, vice-líder (3 pontos). O time alagoano, por sua vez, com um jogo a menos em relação aos adversários, amarga a lanterna.
A partida colocará frente a frente o campeão paraibano e o vice alagoano. Ela terá contornos decisivos para ambas as equipes, que ainda buscam a primeira vitória na competição. Os três pontos são importantíssimos em termos de classificação, por isso o jogo promete ser muito disputado.
Tanto o time paraibano quanto o alagoano são bastante tradicionais em seus estados, assim como na região Nordeste. O CSA é o maior campeão de Alagoas, da mesma forma que o Botafogo é o maior campeão da Paraíba. No retrospecto entre as duas equipes, prevale um incrível equilíbrio. Em 18 jogos, disputados em competições nacionais (Brasileirão série A, B e C) e regionais (Copa do Nordeste), foram 6 vitórias, 6 empates e 6 derrotas para cada um dos times. Os alagoanos marcaram 26 gols, enquanto os paraibanos balançaram as redes 24 vezes.
O último confronto entre as duas equipes ocorreu em 2010, num jogo válido pela 1° fase da Copa do Nordeste. A partida, que foi disputada no Almeidão, em João Pessoa, terminou com um empate sem gols. Jogando fora de casa, o Botafogo-PB não chega a ter um desempenho ruim. Em nove confrontos, venceu 3, empatou 2 e perdeu 4 partidas. A última vitória do time paraibano sobre a equipe alagoana foi há mais ou menos 10 anos: 2 x 1, na fase de mata-mata da Série C do Brasileirão, em 2003. Certamente, os torcedores do Belo não deixarão de ser apegar a esse retrospecto, que não deixa de dar esperanças, mesmo diante do equilíbrio, construído ao longo da história desse confronto.

Resumo: competições oficiais

CSA
X
Botafogo-PB
18
Partidas jogadas
18
6
Vitórias
6
6
Empates
6
6
Derrotas
6
26
Gols a favor
24
24
Gols sofridos
26

Lista dos jogos:

Campeonato Brasileiro - Série A
Botafogo-PB 1 x 1 CSA (Fase de Grupos - 1976)
CSA 3 x 5 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1976)
CSA 3 x 1 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1977)
Botafogo-PB 1 x 1 CSA (Fase de Grupos - 1985)
CSA 5 x 1 Botafogo-PB ( Fase de Grupos - 1985)

Campeonato Brasileiro - Série B
CSA 0 x 0 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1972)
Botafogo-PB 1 x 3 CSA (Fase de Grupos - 1972)

Campeonato Brasileiro - Série C
Botafogo-PB 2 x 1 CSA (Fase de Grupos - 1998)
CSA 1 x 0 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1998)
CSA 1 x 2 Botafogo-PB (Segunda Fase/ Mata-Mata - 2003)
Botafogo-PB 2 x 2 CSA (Segunda Fase/ Mata-Mata - 2003)

Copa do Nordeste
Botafogo-PB 3 x 0 CSA (Torneio José Américo de Almeida Filho, 1° Fase - 1976)
CSA 0 x 1 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 1994)
CSA 0 x 0 Botafogo-PB (Fase de Grupos - 2000)
Botafogo-PB 3 x 0 CSA (Fase de Grupos - 2000)
Botafogo-PB 1 x 2 CSA (1° Fase - 2001)
CSA 3 x 0 Botafogo-PB (1° Fase - 2002)
Botafogo-PB 0 x 0 CSA (1° Fase - 2010)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Prefeitura de João Pessoa distribui mais de 1,5 milhões reais para os clubes. Isso não deveria ser feito pela CBF e a Federação Paraibana?

Sérgio Meira (Secretário de Esporte do Município), Luciano Cartaxo
 (Prefeito de João Pessoa) e Nelson Lira (Presidente do Botafogo-PB).

Na semana passada, a Prefeitura Municipal de João Pessoa anunciou que distribuirá R$ 800 mil para o Botafogo-PB. O incentivo financeiro será em troca do patrocínio máster na camiseta do clube. O pagamento será feito em quatro parcelas de R$ 200 mil. De acordo com o prefeito, o dinheiro servirá para ajudar o clube a pagar suas despesas na Série D do Campeonato Brasileiro.
Esse não foi o primeiro incentivo que a prefeitura distribuiu aos times pessoenses. No início do ano, Luciano Cartaxo já havia disponibilizado um montante de R$ 820 mil, que foram divididos entre os clubes pessoenses que disputaram a elite do Campeonato Paraibano. O Botafogo-PB recebeu R$ 400 mil, o Auto Esporte R$ 240 mil e o CSP R$ 180 mil, o que dá um total de R$ 1.620.000 (um milhão, seiscentos e vinte mil reais) de dinheiro público.

Em 2014, o prefeito pretende distribuir ainda mais dinheiro para os clubes
O prefeito disse ainda, que esse acordo deve ser renovado em 2014. Para o próximo ano, sua intensão é dobrar o valores que foram distribuídos aos clubes durante o estadual dessa temporada. Caso isso ocorra, o Botafogo-PB receberá R$ 800 mil, o Auto Esporte R$ 480 mil e o CSP R$ 360 mil, totalizando R$ 1.640.000 (um milhão, seiscentos e quarenta mil reais). Esses incentivos seriam distribuídos apenas no primeiro semestre, quando será realizado o campeonato estadual.
Mais esses valores ainda podem aumentar. Caso o Flamengo-PB, que disputará a 2° divisão do estadual, consiga voltar a elite do futebol paraibano, também receberá esse incentivo financeiro. Luciano Cartaxo deixou claro que pretende ajudar todos os clubes pessoenses que estiverem na 1° divisão. Além disso, se algum time da capital chegar a disputar qualquer uma das séries do Campeonato Brasileiro, a quantia de dinheiro público poderá atingir somas ainda maiores.
O prefeito justificou a aplicação desses recursos, antecipando-se a eventuais criticas: "Não estamos investindo numa entidade privada simplesmente. Estamos investindo em uma paixão. Num sentimento. Estamos investindo num projeto para toda a cidade". Será que é isso mesmo? Será que isso não deve ser questionado? Quer dizer que tá tudo bem né prefeito? Aplicar recursos públicos em entidades privadas é normal?

Dinheiro público deve atender aos interesses coletivos, não a interesses privados
Prefeito, faça-me o favor, poupe-nos desse discurso rasteiro e leviano. Não é papel da prefeitura investir em clubes ou qualquer outra entidade privada. Dinheiro público tem que ser aplicado em ações ou projetos de interesse público. Com isso, não quero dizer que o município não possa ou não deva investir no esporte ou lazer. A aplicação de recursos nessa área é fundamental, não discordo da sua importância e legitimidade. A forma de destinação das verbas, bem como a justificativa para essa ação é que merecem as mais severas criticas e oposições.
Prefeito, por que não investir esse dinheiro na estruturação, em reformas ou construção de praças de esportes? Por que não utilizá-lo na construção de ciclovias? Na compra de material esportivo para as escolas do município? Em projetos que objetivem formar atletas e cidadãos, sobretudo, nas regiões periféricas da cidade?
Sem dúvida, o crescimento dos clubes profissionais seria algo importante para João Pessoa. Daria mais visibilidade a nossa cidade, movimentaria a economia local (provavelmente gerando recursos e renda) e melhoria até a autoestima dos habitantes, que talvez passassem a torcer e acompanhar os clubes pessoenses, em detrimento dos de outras cidades.
Sou apaixonado por futebol, torcedor fanático do Auto Esporte, por isso gostaria que isso acontecesse, queria muito que meu clube do coração se tornasse mais forte, mas não com dinheiro público sendo investido em entidades privadas. Se o município quer aplicar recursos no esporte, se quer contribuir para o crescimento dos clubes profissionais e do futebol na nossa cidade, aplique esse dinheiro na infraestrutura de setores relacionados a essa prática esportiva. Prefeito, dinheiro público tem que servir ao interesse coletivo, não atender interesses privados!

Por que a confederação e as federações não investem no futebol?
A primeira vista, cabe aos gestores dos clubes gerar os recursos necessários a manutenção dessas entidades privadas. Mas será que cabe apenas aos clubes? Isso se aplica em todos os casos? Até mesmo para a nossa realidade, de um futebol bem pouco desenvolvido? Acredito que não, pois acho que a confederação e as federações deveriam assumir esse papel de ajudar os clubes, bem como investir recursos em centros onde o esporte é menos desenvolvido.
E os cartolas que não me venham com essa história de que faltam recursos. Somente nos 2 últimos anos, a CBF faturou mais de 400 milhões de reais somente com patrocínios: R$ 219,210 em 2011, R$ 235,572 em 2012. No balanço da entidade, correspondente ao ano de 2012, o superavit registrado chegou a mais de 55 milhões (R$ 55.599.415,74) e suas reservas financeiras atingiram mais de 102 milhões de reais (R$102.636.051,41).
As federações não deixaram de arrecadar uma parte significativa desse montante. Em 2011, Ricardo Teixeira repassou mais de 16 milhões de reais (R$ 16.755) as federações estaduais de futebol. Com a chegada de Marin (o famoso Zé das Medalhas) a presidência da entidade, o repasse passou para mais de 27 milhões (R$ 27.195), afinal, ano que vem é ano de eleição na CBF.
A Federação Paraibana recebeu mais de 1 milhão de reais de repasse da CBF. Suas receitas, de acordo com o último balanço, atingiram um total de quase 1,5 milhões de reais (R$ 1.441.095,25). A confederação tem muitos recursos, as federações passaram a receber mais dinheiro, no entanto, essas entidades não investem no futebol, apesar de viver do esporte. Mas deveriam, afinal, têm muito recursos, advindos tanto da iniciativa privada quanto dos órgãos públicos. Portanto, caberia a essas entidades investir no crescimento do futebol e dos clubes. Prefeito, não me venha com essa estória de que está investindo em uma paixão, em um projeto para a cidade, aplicar recursos públicos em entidades privadas não é tarefa do poder público.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

História dos confrontos entre Botafogo-PB e Sergipe. Partida pela Série D do Brasileirão será a 12° entre as duas equipes.


Nesse próximo sábado (08 junho, 16h), o Botafogo-PB enfrentará o Sergipe, no estádio Almeidão, pela 2° rodada da Série D do Brasileirão. O jogo colocará frente à frente os atuais campeões sergipano e paraibano. Ambos os times não conquistavam o estadual desde 2003, portanto, há 10 anos aproximadamente. É muito tempo sem esse título, um jejum muito longo, sobretudo, para duas equipes tradicionais do futebol nordestino. Tanto o clube paraibano (fundado em 1931) quanto o sergipano (criado em 1909) são os maiores campeões em seus respetivos estados: o Botafogo-PB tem 26 títulos, já o Sergipe possui 32 conquistas.
Nos confrontos entre as equipes, registram-se, até o momento, 11 jogos em competições oficiais. O Botafogo-PB venceu 5 partidas, empatou 2 e perdeu 4 para o Sergipe. O time paraibano venceu o primeiro confronto em 1976, pela primeira fase do Torneio José Américo de Almeida Filho, embrião do que viria a ser mais tarde a Copa do Nordeste. Posteriormente, na década de 1980, as equipes voltaram a se enfrentar, em três jogos pela fase de grupos do Campeonato Brasileiro. Em 1985, o Belo venceu uma partida e empatou a outra. No ano seguinte, 1986, o time sergipano deu o troco, vencendo em seus domínios a única partida disputada.
Em 1999, novo confronto por um campeonato nacional. Dessa vez, dois jogos pela segunda fase da Série C do Brasileirão, que terminaram com duas vitórias do Sergipe. Nos anos de 2001 e 2002, as duas equipes voltaram a se enfrentar pela primeira fase do Nordestão. Foram duas partidas, uma em cada temporada. A equipe sergipana ganhou uma e a paraibana venceu a outra. No ano seguinte, 2003, mais dois jogos, novamente, pela Série C do Brasileirão. Em dois confrontos de mata-mata, válidos pela terceira fase da competição, o Botafogo-PB eliminou o time sergipano com um empate e uma vitória. Finalmente, o time paraibano voltou a vencer em 2010, em uma partida da primeira fase da Copa do Nordeste.


Série C do Brasileirão 2003 - Botafogo-PB 4 x 2 Sergipe. Gols e
melhores momentos da partida.


Nordestão 2010 - Botafogo-PB 4 x 0 Sergipe. Gols e melhores
momentos da partida.

Se depender do desempenho do time paraibano nos jogos em casa contra o Sergipe, a torcida botafoguense pode se animar, pois o Belo perdeu apenas uma partida em seus domínios para a equipe sergipana. Em cinco partidas, venceu 3, empatou 1 e perdeu 1. Na última vez que se encontraram, em 2010, o Belo aplicou uma goleada de 4 x 0, jogando em casa, no estádio Almeidão. Mas esse próximo confronto, pela Série D do Brasileirão, promete não ser tão simples. O jogo tem tudo para ser muito disputado e difícil. O Sergipe é líder do grupo. Venceu o Vitória da Conquista por 2 x 0, jogando em casa, na primeira rodada. Já o Belo vem de um empate fora de casa contra o Juazeirense. A expectativa é que os torcedores botafoguenses lotem o Almeidão. O time paraibano vai precisar desse apoio. Afinal, os três pontos em casa serão fundamentais para a classificação a próxima fase da competição.

Confrontos entre Botafogo-PB e Sergipe: lista dos jogos oficiais

Sergipe 0 x 2 Botafogo-PB - Torneio José Américo de Almeida Filho 1976 (1° Fase)
Sergipe 0 x 1 Botafogo-PB - Campeonato Brasileiro 1985 (Fase de Grupos)
Botafogo-PB 1 x 1 Sergipe - Campeonato Brasileiro 1985 (Fase de Grupos)
Sergipe 1 x 0 Botafogo-PB - Campeonato Brasileiro 1986 (Fase de Grupos)
Sergipe 2 x 0 Botafogo-PB - Série C do Brasileirão 1999 (2° Fase)
Botafogo-PB 0 x 3 Sergipe - Série C do Brasileirão 1999 (2° Fase)
Sergipe 2 x 0 Botafogo-PB - Copa do Nordeste 2001 (1° Fase)
Botafogo-PB 3 x 2 Sergipe - Copa do Nordeste 2002 (1° Fase)
Sergipe 0 x 0 Botafogo-PB - Série C do Brasileirão 2003 (3° Fase)
Botafogo-PB 4 x 2 Sergipe - Série C do Brasileirão 2003 (3° Fase)
Botafogo-PB 4 x 0 Sergipe - Copa do Nordeste 2010 (1° Fase)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Botafogo-PB estreou com empate na Série D do Brasileirão. Resultado não deixou de ser lamentado. Dava pra ganhar do Juazeirense.


Pela Série D do Campeonato Brasileiro, o Botafogo-PB estreou com um empate contra o Juazeirense. O time paraibano jogou muito bem, mas desperdiçou muitas oportunidades. Podia ter matado a partida ainda no primeiro tempo, quando teve um amplo domínio do jogo, mas não conseguiu fazer os gols necessários. Como resposta, o time baiano também chegou ao ataque, mas não conseguiu criar chances claras de gol. A primeira etapa acabou mesmo com o placar de 0 x 0.
Na etapa final, o Belo permaneceu melhor do que seu adversário, que não deixou de continuar criando algumas oportunidades de perigo ao longo da partida. No entanto, quem abriu o marcador foi mesmo a equipe botafoguense. Após cruzamento, o volante Hércules, sozinho na área, empurrou a bola para os fundos da rede, fazendo 1 x 0 para o Belo. Com a vantagem, o time paraibano recuou, acomodando-se com o resultado. O castigo veio aos 40 minutos, quando Deon recebeu na entrada da área e empatou para o Juazeirense, decretando o resultado final de 1 x 1.
A diretoria e a comissão técnica do Botafogo-PB lamentaram o empate. E tinham que lamentar mesmo, pois a equipe paraibana tem mais recursos financeiros, bem com é melhor tecnicamente. No entanto, os botafoguenses não deixaram de reconhecer que estrear com um empate fora de casa foi um bom resultado. A próxima partida do Belo será nesse sábado (08 junho, 16h), no estádio Almeidão, contra a equipe do Sergipe. Com 3 pontos, o time sergipano é líder do grupo. Jogando em seus domínios, a equipe paraibana precisa ganhar. O resultado de empate contra o Juazeirense, só pode ser considerado bom, se o Botafogo-PB vencer o Sergipe.

Série D do Campeonato Brasileiro: Juazeirense 1 x 1 Botafogo-PB

Em sua estreia, Treze é goleado pelo Cuiabá por 4 x 0. Agora, Galo enfrentará o Sampaio Corrêa na próxima rodada da Série C


O Treze não fez uma boa estreia pela Série C do Campeonato Brasileiro. Jogando fora de seus domínios, o Galo da Borborema foi goleado pelo Cuiabá. O atual campeão mato-grossense aplicou 4 x 0 no vice-campeão paraibano. Essa é a segunda goleada que o Treze sofreu do Cuiabá. Ano passado, também pela Série C do Brasileirão, o time paraibano foi derrotado por 5 x 1, jogando fora de casa contra a equipe do Mato Grosso.
Para explicar o resultado vergonhoso, a diretoria e a comissão técnica destacaram o desgaste e o cansaço provocado pela longa viagem, a péssima estrutura do estádio, bem como as mudanças na equipe, que reformulou praticamente 80% do seu elenco. Quanto a questão da estrutura, vale a pena destacar o depoimento dos jornalistas paraibanos que foram transmitir o jogo. Esses profissionais relataram a total desorganização do local, que não oferecia condições mínimas de transmissão, apresentava péssimas instalações para a imprensa e vestiários com total falta de estrutura e higiene. Não havia uma rádio de Cuiabá transmitindo a partida. E olha que a capital mato-grossense é uma das sedes da Copa do Mundo.
São problemas que atrapalham, isso é compreensível, mas não podem servir como desculpas, não isentam a diretoria do Treze da responsabilidade quanto ao resultado. Sobretudo, no que se refere a essa reformulação profunda da equipe as vésperas da competição, que fez com que o time perdesse sua base. Em sua estreia, os sinais de desentrosamento foram claros. Isso é um fato negativo, que pode prejudicar muito o time paraibano. A paralisação da competição, em virtude da Copa das Confederações, deve amenizar essa situação, pois o time poderá treinar e entrosar a equipe.

Treze x Sampaio Corrêa: o próximo confronto promete ser ainda mais difícil.
No próximo jogo, o Galo enfrentará o forte e tradicional time do Sampaio Corrêa, nesse sábado (08 junho, 19h), no estádio Amigão, em Campina Grande. Esse será o primeiro confronto entre as duas equipes, que nunca se enfrentaram antes, pelo menos em competições oficiais. O jogo promete ser muito difícil, mais até do que a estreia. O Sampaio Corrêa tem 3 pontos na competição. Venceu o Brasiliense, atual campeão do Distrito Federal, na primeira rodada, aplicando uma goleada de 5 x 1.
O Treze precisará entrar muito ligado nessa próxima partida. A torcida também tem que fazer a sua parte, lotando o estádio e apoiando a equipe. Em contrapartida, o Galo não tem o direito de repetir a péssima atuação apresentada contra o Cuiabá. Terá que entrar com outra postura, só assim conseguirá amenizar o desentrosamento. Caso isso não ocorra, corre sérios riscos de repetir o fiasco da estreia, que será bem pior dessa vez, pois a equipe jogará em casa diante de sua torcida.

Gols da partida: Cuiabá 4 x 0 Treze - Série C do Brasileirão 2013